Eu só queria dizer que sinto, sinto muito a sua falta. Não sou do tipo saudosista, que se alegra do que já acabou e ignora o que acontece enquanto a vida passa pela sua cara como se fosse qualquer merda aleatória. Não, não sou. Eu vivo muito, eu vivo, dentro de mim, enquanto os outros riem, mas sim, eu vivo. Vivo bastante, enquanto a vida passa, sabe? Não, não sabe, ninguém sabe. Mas eu sei. É o meu ouro de tolo. Eu sou a tola, claro que sou; me finjo de boba, de ingênua, de retardada síndrome de down down babe só pra te enganar que eu não entendo, mas eu vejo tudo, tudo o que você faz, tudo o que acontece, e é você me achando retardada e jurando que eu não percebo...
É assim, é sempre assim, mas eu também tenho o meu Emanuel que há de vir, o mesmo Emanuel que você jura que te salvou da merda de vida que você vive, porque não sei se você sabe, mas a sua vida é uma bosta, daquelas mais fedidas, cagadas, extremamente desprezíveis. Pois eu tenho o meu Emanuel, um Emanuel semelhante ao de Alice, o mesmo de quem Loris dava risada, o Emanuel de olhos verdes e do Mercedes branco, ou ao de Gênesis, ou ao do inferno, aquele Emanuel que há de vir e você veio. E eu sinto, sinto, sinto muito, sinto muito a sua falta. Mas e daí? E daí, e daí, Emanuel, você já não veio? E então você veio e eu me pergunto: e daí? E quando você for embora, Emanuel, o que eu vou fazer? Eu vou chorar? Mas eu não sou do tipo que chora, Emanuel, não sou. Aprendi a não chorar. Mas se você é o que há de vir, e quando você for? Me diz, me diz, por que não ensinam essas partes à gente, por que só nos ensinam a esperar, esperar, esperar, e aí vem, e aí eu sinto falta, porque você vai, você vai sim, assim como eu vou. E o que eu faço, Emanuel?
Agora você foi, e o que eu faço?
Eu só queria dizer que sinto, sinto muito a sua falta. Mas não sou do tipo que
É assim, é sempre assim, mas eu também tenho o meu Emanuel que há de vir, o mesmo Emanuel que você jura que te salvou da merda de vida que você vive, porque não sei se você sabe, mas a sua vida é uma bosta, daquelas mais fedidas, cagadas, extremamente desprezíveis. Pois eu tenho o meu Emanuel, um Emanuel semelhante ao de Alice, o mesmo de quem Loris dava risada, o Emanuel de olhos verdes e do Mercedes branco, ou ao de Gênesis, ou ao do inferno, aquele Emanuel que há de vir e você veio. E eu sinto, sinto, sinto muito, sinto muito a sua falta. Mas e daí? E daí, e daí, Emanuel, você já não veio? E então você veio e eu me pergunto: e daí? E quando você for embora, Emanuel, o que eu vou fazer? Eu vou chorar? Mas eu não sou do tipo que chora, Emanuel, não sou. Aprendi a não chorar. Mas se você é o que há de vir, e quando você for? Me diz, me diz, por que não ensinam essas partes à gente, por que só nos ensinam a esperar, esperar, esperar, e aí vem, e aí eu sinto falta, porque você vai, você vai sim, assim como eu vou. E o que eu faço, Emanuel?
Agora você foi, e o que eu faço?
Eu só queria dizer que sinto, sinto muito a sua falta. Mas não sou do tipo que

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