Eu não sei mais o que é saber ou acreditar porque tudo que eu sabia ou acreditava se foi e nada se salvou de mim.
Eu não sei mais até que ponto é você porque você pode ser tanto e tão pouco e como eu te vejo não é como você é mas sim como eu sou
e o que eu sou é tão problema
problema meu problema problema problemático matemático que só se multiplica e soma e some se se divide quando você chega
e chegou. Chegou?
Quem é? Quem bate à minha porta ao meu batente ao meu bate-bate-sangue-veias e suga tudo tão sanguessuga assim?
Bate espanca corta e sopra e beija pra aliviar a dor
"É que sou masoquista, do tipo que não se salva e só se fura e ainda curte um sado só pra satisfazer a dor alheia"
Adoraria lhe causar e fazer dor diária daria uma bela diarréia que arranca tudo que há em você e aí quer comer algo estragado?
Entranhar algo estranho pra desenteria que teria depois e se lembrar do que comeu todas as vezes que vomitar ou revirar ou evacuar aquele vácuo.
Entranhado?
Estranhamente
Com cheiro de podre?
Com cheiro de novo que engana de novo e mais uma vez vez fez faz fezes fato
E lambe o sangue que sugado já foi jorrado em meio a tanto jorro sem fim. Em mim?
Corpo Vísceras Sangue Bile Esperma espera que já volto
o que mais há de querer?
Como se ainda houvesse algo mais a se perder.
Perder?
quinta-feira, 18 de março de 2010
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Trágico, intimista, subjetivo, visceral. Paula, Pode soar estranho, mas me vejo na sua carne. Já estive lá tb, quase jubilado pela química errante. Li seu blog inteiro, vc tem um estilo peculiar de escrever que merece ser trabalhado melhor. A beleza é comum, há de monte por aí, vc têm mais coisas ao seu favor, mostre-as. Um Grande abraço libriano.
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